Segunda, 29 de novembro 99

"DIPLÔ" NO BRASIL

Pronta a proposta para os movimentos sociais

Marcado para 9 de dezembro às 18h30 (quinta-feira da próxima semana), confirmado no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, o lançamento da edição brasileira do Le Monde Diplomatique será mais que a aprestentação do jornal mais destacado no combate intelectual à globalização excludente. Está no ar desde hoje, no site da Resenha da Internet um texto que vai aproximar o "Diplô" de jornais e revistas cuja importância pode ser decisiva para a reconstrução de um pensamento crítico no país. Trata-se de centenas de jornais e revistas que não têm fins comerciais, porque estão ligados a sindicatos, associações, ONGs, igrejas, universidades e outras organizações que procuram alternativas ao neoliberalismo. De imediato, a edição brasileira vai oferecer uma fórmula que permite republicarem parte do jornal. Mais adiante, esta parceria pode estimular a co-edição de trabalhos sobre a realidade brasileira, e o surgimento de uma nova imprensa alternativa.

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Dois públicos, dois projetos

A riqueza do "Diplô" é o que permite a existência de dois circuitos paralelos de republicação - um formado por um jornal comercial em cada Estado, outro pela imprensa dos movimentos sociais. Cada número mensal da edição brasileira terá em média dezesseis matérias (todo o original traduzido e revisado, exceto os textos que tratam de temas muito específicos à França e a suas antigas colônias). Os jornais que adquirirem os direitos de reprodução terão completa autonomia, e grande margem de escolha, para selecionar os textos que apresentarão a seus leitores. Os contatos feitos até agora indicam que a tendência principal é publicar uma matéria por semana, nas edições de maior circulação. Dezenas de publicações dos movimentos sociais têm interesse em se associar ao "Diplô", mas não espaço para tantas matérias. A proposta especial feita a elas resolve este problema. É possível combinar a reprodução de até um texto por mês, o que pode equivaler a duas páginas de jornal tablóide, ou três a cinco de revista. O preço, nestes casos, é quase simbólico: apenas R$ 300 mensais.

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Uma aposta na imprensa alternativa

O objetivo é tecer uma rede numerosa de republicadores entre os jornais e revistas dos movimentos sociais. Embora não concorram com as publicações comerciais, sua importância é enorme. Eles chegam a dezenas de milhares de brasileiros dispostos a lutar por um mundo novo, que terão enorme prazer em dialogar com o "Diplô" e suas idéias. O melhor é que a parceria pode se aprofundar. Ainda em sua primeira fase, a edição brasileira lançará, eventualmente, cadernos especiais sobre temas relevantes. Estas publicações, que terão textos de jornalistas e intelectuais brasileiros, poderão ser co-editadas pelos movimentos sociais. O "Diplô" terá também uma edição via Internet. No futuro, é possível que ela ofereça, além da edição original traduzida, matérias sobre a realidade brasileira, que poderão ser igualmente reproduzidas pela imprensa dos movimentos sociais.

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Oportunidade para não perder

Poucos dias depois de sair, a notícia da edição brasileira do "Diplô" já alcançou repercussão surpreendente. Inúmeras cartas foram enviadas aos editores (a Resenha publicará amanhã algumas delas), e o lançamento foi anunciado no "Jornal do Brasil", "O Estado de São Paulo", "Correio Brasiliense" e "Observatório da Imprensa". Agora, é preciso transformar esta reação muito positiva em fatos concretos. Se a entidade a que você está ligado é um possível parceiro do "Diplô", ou se você conhece um jornal comercial que possa sê-lo, não deixe a oportunidade passar. Faça contato. Use, como sempre, os telefones (11) 3865.7286 ou 263.5049, ou pelo endereço eletrônico mailto:diplo@that.com.br.